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Tenho periodontite! O que é isso?

Tenho periodontite! O que é isso?

A periodontite é uma doença pouco conhecida, identificada por sangramento gengival. Hálito forte, muito cálculo nos dentes e gengiva se retraindo também acompanham. Quando mais grave, é acompanhada por grande perda óssea e dentes amolecendo.

A verdade é que a periodontite ou doença periodontal é causada por um desequilíbrio ecológico na microbiota normal da boca. Perio significa ‘ao redor’ e periodonto são as estruturas ao redor do dente. Todos temos um grande conjunto de bactérias protetoras que vivem normalmente tanto fora e dentro de nós. Alguns motivos como tendência individual genética, fumo, diabetes, higiene deficiente bagunçam essas bactérias.  E uma grande demora nos retornos das manutenções de “limpeza preventiva” no dentista, fazem com que um grupo de bactérias cresça além da conta.

Esse grupo de bactérias causadoras de doença produz toxinas inflamatórias e começa a invadir gengivas e osso. E o corpo, na tentativa de se defender, ativa uma resposta de inflamação, que na verdade é de defesa.

Tudo se complica quando a placa bacteriana, que é a ‘massinha’ de bactérias que escovamos diariamente na higiene bucal diária, começa a endurecer na boca, formando cálculos de cálcio e fosfato. As massas de cálculo dentário deixam os dentes ásperos, que são os “esconderijos” preferidos das bactérias, dificultando a remoção.

O tratamento se dá através da remoção das massas de cálculo, orientações sobre higiene bucal para que a remoção diária seja completa e monitoramento do sangramento gengival e recuperação da perda óssea e gengival. A vitamina D obtida através de banhos de sol, uso de própolis e malva também são importantes aliados!

A doença periodontal não causa dor e nenhum desconforto, sendo identificada muitas vezes quando a situação já se agravou. Portanto, fique atento sempre aos primeiros sinais de aparecimento ou reaparecimento: sangramento gengival durante a higiene diária, gosto ou cheiro ruim e dentes ásperos. Estes últimos são os maiores dificultadores da boa higiene bucal.

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Sol e saúde bucal conhece essa relação? É a vitamina D!

Sol e saúde bucal conhece essa relação? É a vitamina D!

A vitamina D  que produzimos com o sol em contato da pele, tem inúmeras funções. Antimicrobianas, anticâncer, protetora e formadora dos ossos… além de contribuir com a saúde bucal!

Nesse estilo de vida, onde ficamos dentro de escritórios ou dentro de casa, as pessoas passaram a ter menor contato com o sol. O contato do sol com a pele sem protetor solar estimula a nossa produção de vitamina D.

A periodontite é uma infecção microbiana que causa uma grande inflamação na gengiva. Observamos como sangramento e destrói a gengiva e o osso. Mas quando existe doença periodontal, há uma imensa proporção da população das bactérias causadoras de problemas.

Uma pesquisa científica (Int.Immunopharmacol.)  comprovou a influência da vitamina D  na inibição do crescimento de uma bactéria. Além de mostrar um efeito preventivo e de diminuição da inflamação. As células afetadas se mostraram protegidas dos efeitos tóxicos dessas bactérias. Dificulta que as bactérias “grudem” nas células da gengiva para quem possam invadir e infeccionar, iniciando a doença periodontal. E ainda mais: aumenta a produção da chamada “beta defensina 3 humana”, que tem um efeito de matar micróbios e diminuir a inflamação.

Existe um tipo de pesquisa científica chamada “revisão de literatura”, muito importante, onde muitas pesquisas são analisadas. Estudando a ligação entre a nutrição, cáries dentárias e doença periodontal (J.Clin.Periodontology, 2017) , chegaram à conclusão que pessoas com grande tendência à cárie, o sangramento gengival e a doença periodontal podem ser sinais de alerta para deficiência de vitamina D, C e complexo B12.

Um pequeno banho de sol entre 10 a 20 minutos, periodicamente, no período de sol forte para receber os raios ultravioleta B, são suficientes para garantir a produção de vitamina D. Ainda assim, pode ocorrer de seus níveis estarem muito baixos. Procure então um médico ou dentista para avaliar seus níveis  e receber uma suplementação se necessário. Fique atento à dieta procurando sempre um profissional nutricionista para lhe orientar melhor.

 

Posted by Dra. Cristina Miura in Todos, 430 comments
Implante dentário. O que é importante saber, principalmente se já tem implantes na boca.

Implante dentário. O que é importante saber, principalmente se já tem implantes na boca.

Quer colocar ou já tem implante? Saiba o que é importante saber para mantê-los em saúde por toda a vida.

Sou Dra.Cristina Miura, periodontista e implantodontista. Trago aqui informações importantes a serem observadas para quem já tem ou quer colocar implantes dentários.

Higiene bucal com escova e fio dental. O implante não vai cariar, mas nem por isso dispensam cuidados. A escovação precisa ser redobrada, principalmente porque o diâmetro do implante é sempre menor que o do dente natural. Portanto, o espaço entre o dente da prótese e a gengiva é maior e a escova deve ser direcionada especialmente para esse espaço. O implante dentário também requer o uso de fio dental diariamente, mas de forma diferente do dente. Por ser cilíndrico, a técnica para o uso do fio dental precisa ser em “X”. Somente isso garantirá que o seu implante está perfeitamente higienizado.

Uso de aparelhos com jato d’água para próteses sobre implante tipo protocolo. Protocolo é o nome da prótese que recebeu esse nome pelo médico sueco Per Ingvar Branemark. Ele foi o idealizador dos implantes dentários, chamou a prótese que substitui a dentadura de “protocolo Branemark”.

Se você substituiu a dentadura móvel por uma prótese fixa, parafusada sobre implantes, tem uma prótese tipo protocolo. Estas próteses precisam de um recurso a mais do aparelho que jateia água fortemente entre o dente e a gengiva para remover parte da placa bacteriana e restos de alimentos. Diversas marcas comerciais estão disponíveis no mercado como Waterpick ou Jetpik. Providencie um desses equipamentos, se ainda não tem. São imprescindíveis para a higiene e saúde dos implantes.

Desmonte periódico de próteses sobre implante tipo protocolo. Muita gente não sabe, mas essas próteses precisam ser desmontadas a cada 3, 6 ou 12 meses para a perfeita higienização interna. Afinal, qual a periodicidade ideal? Quem define isso é o profissional, pois depende da topografia da prótese e anatomia da boca, do risco individual em ter mais ou menos inflamação gengival e periimplantar e da habilidade manual de cada um em higienizar perfeitamente. Quem tem próteses menores, envolvendo menos dentes não precisa desse desmonte periódico. Somente da higienização profissional.

Troca anual de parafusos de próteses tipo protocolo. O último parafuso que une a prótese ao implante sofre de fadiga mecânica pelos esforços mastigatórios. Em geral, a cada ano de utilização, esses pequenos parafusos precisam ser substituídos, sob risco de fratura e amassamento das peças de titânio do implante. Pode ocorrer um dano permanente que inutilize o implante! Portanto, essa troca de parafusos é importantíssima!

Manutenções periódicas sobre a saúde bucal. Cuidar da saúde bucal é muito importante para reduzir ao máximo o risco de infecções dos dentes para os implantes. Mesmo quem não tenha mais dentes e somente implantes, também poderá ter infecções por falta de manutenções preventivas, onde a placa bacteriana antiga, cálculo, serão perfeitamente higienizadas para uma boca limpa, fresca e em perfeita saúde.

Bruxismo é o ato de apertar ou ranger os dentes, seja durante a noite ou dia. Observamos como sinais mais comuns a soltura da “tampa” do parafuso do implante, parafusos que se afrouxam ou próteses que se quebram. Os dentes precisam estar desencostados durante todo o tempo. Só se tocam durante a mastigação ou fala! Um profissional deve ser procurado com urgência, para a avaliação e confecção de uma placa em acrílico para proteção das próteses sobreimplantes. E o autocuidado redobrado diário para que os dentes se mantenham desencostados durante todo o dia! Persistindo o problema há um especialista da área de “Dor e Disfunção Temporomandibular – DTM”. Ele deverá ser consultado para a avaliação da gravidade do bruxismo. Este especialista também orientará sobre exercícios e condutas para o controle do bruxismo. Como consequência mais grave, é a fratura ou do dente, ou do parafuso ou do próprio implante.

Parafusos que se afrouxam. O dente sobre o implante dentário não pode ter parafusos se afrouxando. Se isso acontece com certa frequência, provavelmente está acontecendo o bruxismo.

Prevenção de diabetes. O diabetes é uma condição crescente nos últimos anos e interfere diretamente na saúde dos dentes e implantes. A quem já tenha sido diagnosticado, o cuidado com o diabetes manterá implantes e gengivas saudáveis. A quem não seja diabético, mas tenha um familiar de sangue com a condição, redobre os cuidado de saúde. Procure um nutricionista para orientações sobre o dieta saudável e invista em atividade física. E sempre atenção aos sinais precoces como perda óssea ao redor do implante observada pela radiografia anual. O sangramento ao uso de escova ou fio dental, gosto ou cheiro ruim também devem ser observados. São sinais de periimplantite. Precisam de acompanhamento urgente de um especialista!

Prevenção de osteoporose. Embora os ossos dos maxilares não sejam muito atingidos pela osteoporose, há uma informação muito importante para quem tem ou quer instalar implante dentário. A medicação mais usual para osteoporose não pode ser utilizada porque quem tem implantes dentários. Bem sério isso! Portanto, o mais importante seria a prevenção permanente da osteoporose.  Faça  acompanhamentos médicos periódicos, dieta adequada e exercícios físicos.

Medicamentos à base de bifosfonatos. São medicamentos para osteoporose, tomados em jejum uma vez por semana. Apresentam maior dificuldade na absorção, o que explica esse tipo de posologia. Ele medicamento evita a perda óssea, paralisando portanto o processo. Tudo certo até então. Mas na boca, as coisas são diferentes. Por conta dos grandes esforços mastigatórios, os ossos maxilares estão em constante microtrincamentos, que o corpo naturalmente remodela, ou conserta. O corpo remove o que está ruim e reconstrói osso bom. No entanto, em uso desse medicamento, como não há remoção de osso, também não há reconstrução. E assim, os ossos continuam em microtrincamento com a chance do implante dentário cair em bloco, com osso e tudo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter!  Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como Implantodontista em Cascavel.

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